sexta-feira, 7 de novembro de 2014

Localização e contextualização

Como entender a participação da área do subúrbio  nesse acontecimento?

   Hoje a área conhecida como subúrbio antes eram tomadas por enormes fazendas que seus limites se perdiam de vista. Estas fazendas eram fazendas de abastecimentos para os navios  nas longas viagens, com  as frutas e para o comercio com a cana de açúcar( No período da fundação de Salvador a Bahia passava por  uma ótimo momento de exportação de cana de açúcar, sendo uma das maiores regiões exportadora por causa do bom cenário de comercio marítimo com Carreira das Índia).No século XVII os grandes proprietários de terras, estabeleciam suas casa para veraneios nesta região, devido a grande beleza natural que se estendia por toda extensão territorial.



    O bairro  Rio Sena, fazia parte de uma das grandes fazendas que existiram em Salvador, junto com a Mata de São Bartolomeu( hoje conhecido como parque).Estes foram refúgio e esconderijos de escravos, formando o Quilombo do Urubu( nome dado em virtude a quantidades urubus no local)  no século XIX, que se estendia dos arredores da Mata de S. Bartolomeu até o Cabula. O local  foi favorável aos escravos fugitivos, pois a mata era fechada e possuía rio do qual eles utilizavam a água.Rio que conhecemos como rio do Cobre,onde muitos dos moradores do Rio Sena já nadaram   ( local conhecido como Barragem pelos moradores). O bairro por sua vez  era caminho  para chegar a praia.



     O Rio Sena surgiu a partir de um grande loteamento na década de 60. Os lotes eram definidos por um corretor, que vendiam e delimitavam os terrenos. Não havia infra- estrutura; água luz, saneamento básico. Em 1960 surgiram os primeiros moradores, dentre eles um morador que resolveu vender artigos diversos (fumo de corda, charutos, cachaça, querosene, etc.) aos homens que passavam de cavalo em uma estrada de terra que ligava o bairro de Periperi a Pirajá.
  Na década de 70 ocorreu um grande temporal desabrigando um grande número de família de diversos lugares, e essas famílias foram abrigadas na escola Cidade de Itabuna que na época só tinha duas salas de aulas. Um seminarista visitou este local e a partir desta visita formou-se um grupo religioso que cresceu e assim nasceu a primeira igreja do bairro. Comunidade Nossa Senhora do Perpetuo Socorro. Surgem neste período as ocupações espontâneas (invasões) de terra.



  O nome Rio Sena surgiu a partir de um baixo assinado liderado por dona Cecília moradora e fundadora da comunidade católica. Ela que queria homenageara freira Joana D’arc, que teve suas cinzas jogadas no Rio Sena, na França, todos os moradores concordaram e assim a prefeitura oficializou o nome Rio Sena.

Salvador e sua história





   A Cidade de Salvador foi fundada  em 1549 pelo primeiro Governado Thomé de Souza.  Salvador iniciou - se com a expansão comercial, marítima e colonial européia conhecida como Carreiras da Índias. Foi nomeada Carreira das índias as frotas responsáveis  pela navegação anualmente entre Portugal e Ásia pela Rota do Cabo entre XVI a XVIII.

    Considerada por uns como a maior consequência dos Descobrimentos, outros há que destacam o enorme feito que ela representa em termos técnicos e humanos para um pequeno país como Portugal no início do século XVI. Ao estabelecer uma ligação anual entre Lisboa e os portos do Oriente (Goa, Cochim e por vezes Malaca) a Carreira da Índia tornou-se num elo fundamental na respiração e transpiração quer de Portugal, quer do seu Império Asiático. 
  
   A nau é o navio por excelência da Carreira, sendo também utilizados galeões e fragatas (estas apenas nos finais do século XVII e no século XVIII), bem como, e mais esporadicamente, outros tipos como a urca, a caravela redonda ou a naveta. O tamanho ou capacidade das naus foi uma das características que mais alterações sofreu desde a viagem de Vasco da Gama, com 100t de média até às 200t a 300t com Pedro Álvares Cabral e às 1000t (1518). É comummente aceite que a média deve ter ficado nas 400t a 600t no século XVI e 800t a 1000t no século seguinte, embora os exemplos de gigantismo sejam fáceis de multiplicar. 
   
  As tripulações destes navios podiam ir até cerca de 200 homens, embora o número mais comum seja à volta dos 120 a 150. A este contingente juntavam-se os soldados ou os simples passageiros o que podia fazer chegar o total de pessoas a bordo até aos 1000, embora também aqui a média devesse rondar os 500. No topo dessa hierarquia estava o capitão que desempenhava funções essencialmente judiciais, militares e administrativas enquanto comandante supremo do navio. Quem verdadeiramente governava e conduzia o navio era o piloto. Este era o posto de maior responsabilidade a bordo, cabendo-lhe traçar a rota com a ajuda dos regimentos, das cartas náuticas e da observação astronômica e escrever o diário de bordo. O elemento que se seguia nesta estrutura era o mestre. Cuidava da manobra dentro do navio orientando e comandando tanto marinheiros como grumetes.

   Os postos seguintes eram ocupados por uma série de homens do mar que se dividiam por atividades e funções bem distintas desde o guardião, a carpinteiros, calafates ou tanoeiros. Com funções não ligadas especificamente ao mar seguiam o meirinho ou alcaide, o capelão, o escrivão e um ou vários despenseiros, e por vezes o boticário e o cirurgião/médico substituído amiúde por um barbeiro que prestava os primeiros socorros. Depois dos oficiais vinham os últimos três tipos de homens do mar: os marinheiros, os grumetes que executavam os trabalhos mais duros e os pajens, geralmente crianças que tinham por função servir de mensageiros dentro do navio e transmitir as ordens dadas pelos capitães e oficiais. À parte desta estrutura havia uma outra, a dos homens encarregues da artilharia, e que era comandada pelo condestável tendo sob as suas ordens os bombardeiros. 

   Depois destes, que constituíam a tripulação, havia muitas outras pessoas que podiam embarcar. O contingente mais importante era o dos soldados. Com eles seguiam os fidalgos e nobres que iam assumir cargos administrativos ou militares. Havia ainda diversos religiosos, as mulheres, homens de negócios ou simples aventureiros que tentavam no Oriente a sorte que teimava em escapar-lhes em Portugal. Até escravos podiam embarcar logo em Lisboa. 


Como o próprio Murteira relatou foi na metade do século XVII que as navegações começaram a parar regularmente  em Salvador. Fazendo com que a Cidade crescesse comercialmente, e com a chegada de tantos navios e estrangeiro se tornasse cosmopolita.

Em 1945 aproximadamente alguns aspectos foram destacados: Implantação dos primeiros transportes coletivos, da ferrovia, modernização e ampliação do porto, implantação de uma série de avenidas com os estudos de planejamento urbano, implantação de parques industriais nos municípios periféricos de salvador, eixo viário monumental e construção do centro administrativo.