terça-feira, 9 de dezembro de 2014

Relatos dos moradores





Moradora do Rio Sena há 40 anos, Dona E  relata com era o bairro e a rua que atualmente mora.

 Quando vim morar  aqui no bairro, na década  de 70  eu era ainda uma adolescente, e vi todas as mudanças  que ocorrem no bairro ate agora.
Antigamente o Rio Sena era chamado de Loteamento Praia Grande, por que antes  este local era uma grande fazenda que foi loteada. O Bairro não tinha saneamento básico, nem água encanada e as ruas não  tinham asfalto e claro transporte público.
Para irmos para ao centro da Cidade tínhamos que  andar pelo menos uns 30 minutos para outros bairros para pegar ônibus.
O bairro não tinha muitos moradores e na verdade ainda existia muita mata fechada que dava acesso a barragem onde íamos buscar água , para cozinhar, beber , lavar roupa e tomar banho. Sendo que muitas vezes tomávamos  banho e lavávamos roupa lá no próprio rio. Esta caminhada ao rio muitas vezes era feita com grupos de amigos e lá mesmo ficávamos para nadar e nos distrair .
O bairro foi crescendo com ajuda do povo. Uma senhora doou a própria  casa para celebrações da missa e reuniões do grupo de jovem. Com ajuda de Dona Cecília, uma líder comunitária  muito religiosa , após a morte da doadora da casa conseguimos construir uma igreja que foi a primeira igreja do bairro. Todos que participavam das missas, grupo de jovens e ate as crianças deram suas contribuições para a construção  da Igreja, assim como pegar água na barragem, mexer massa de cimento e outras coisas. Esta Igreja  foi a primeira do bairro, a Igreja de Nossa Senhora do Perpetuo Socorro. Após a construção da igreja o bairro cresceu muito mais.
A Luta de Dona Cecília  junto com os moradores através de abaixo assinados e idas a algumas rádio e parceria com os políticos, saneamento e o asfalto foi chegando para algumas da rua do bairro, assim como a troca do nome de Loteamento Jardim Praia Grande para Rio Sena e a primeira linha de ônibus que  nos levava ate a Lapa.
O comercio começou a crescer, começou a ser instalados postos de saúde e escolas, A única escola que tínhamos no bairro era  A Cidade Itabuna , que hoje foi ampliada.
O bairro ainda necessita crescer muito mais, mas quando olha para trás vejo o quanto já mudou.
Depois me casei continuei no bairro, mas vim morar aqui na Rua arco do triunfo, esta que passou por mudanças recentes, não me recordo bem, se foi  10 anos atrás ou um pouco mais, esta rua possuía  outro nome , era chamada de Rua 7 de setembro, não tinha asfalto e principalmente saneamento básico . Hoje como você pode ver e vivenciou, ela  esta muito melhor, sem buracos e sem lamas depois das chuvas.

Minhas Impressões


Após o relato da moradora, conseguir realmente ver as mudanças que ocorreram no bairro e na minha rua. Moro no Rio Sena desde  pequena, e realmente  bairro  mudou muito. Lembro que quando criança eu brincava de fura pé, peão, patins e de brincadeiras que tinha que correr pela rua, mas quando chovia não tinha nem como sair, pois tinha muita lama, as ruas não eram asfaltadas, eram poucas as ruas que tinhas asfaltos. Sendo que hoje como a própria falou esta melhor, mas ainda precisa de algumas melhorias.

sexta-feira, 7 de novembro de 2014

Localização e contextualização

Como entender a participação da área do subúrbio  nesse acontecimento?

   Hoje a área conhecida como subúrbio antes eram tomadas por enormes fazendas que seus limites se perdiam de vista. Estas fazendas eram fazendas de abastecimentos para os navios  nas longas viagens, com  as frutas e para o comercio com a cana de açúcar( No período da fundação de Salvador a Bahia passava por  uma ótimo momento de exportação de cana de açúcar, sendo uma das maiores regiões exportadora por causa do bom cenário de comercio marítimo com Carreira das Índia).No século XVII os grandes proprietários de terras, estabeleciam suas casa para veraneios nesta região, devido a grande beleza natural que se estendia por toda extensão territorial.



    O bairro  Rio Sena, fazia parte de uma das grandes fazendas que existiram em Salvador, junto com a Mata de São Bartolomeu( hoje conhecido como parque).Estes foram refúgio e esconderijos de escravos, formando o Quilombo do Urubu( nome dado em virtude a quantidades urubus no local)  no século XIX, que se estendia dos arredores da Mata de S. Bartolomeu até o Cabula. O local  foi favorável aos escravos fugitivos, pois a mata era fechada e possuía rio do qual eles utilizavam a água.Rio que conhecemos como rio do Cobre,onde muitos dos moradores do Rio Sena já nadaram   ( local conhecido como Barragem pelos moradores). O bairro por sua vez  era caminho  para chegar a praia.



     O Rio Sena surgiu a partir de um grande loteamento na década de 60. Os lotes eram definidos por um corretor, que vendiam e delimitavam os terrenos. Não havia infra- estrutura; água luz, saneamento básico. Em 1960 surgiram os primeiros moradores, dentre eles um morador que resolveu vender artigos diversos (fumo de corda, charutos, cachaça, querosene, etc.) aos homens que passavam de cavalo em uma estrada de terra que ligava o bairro de Periperi a Pirajá.
  Na década de 70 ocorreu um grande temporal desabrigando um grande número de família de diversos lugares, e essas famílias foram abrigadas na escola Cidade de Itabuna que na época só tinha duas salas de aulas. Um seminarista visitou este local e a partir desta visita formou-se um grupo religioso que cresceu e assim nasceu a primeira igreja do bairro. Comunidade Nossa Senhora do Perpetuo Socorro. Surgem neste período as ocupações espontâneas (invasões) de terra.



  O nome Rio Sena surgiu a partir de um baixo assinado liderado por dona Cecília moradora e fundadora da comunidade católica. Ela que queria homenageara freira Joana D’arc, que teve suas cinzas jogadas no Rio Sena, na França, todos os moradores concordaram e assim a prefeitura oficializou o nome Rio Sena.

Salvador e sua história





   A Cidade de Salvador foi fundada  em 1549 pelo primeiro Governado Thomé de Souza.  Salvador iniciou - se com a expansão comercial, marítima e colonial européia conhecida como Carreiras da Índias. Foi nomeada Carreira das índias as frotas responsáveis  pela navegação anualmente entre Portugal e Ásia pela Rota do Cabo entre XVI a XVIII.

    Considerada por uns como a maior consequência dos Descobrimentos, outros há que destacam o enorme feito que ela representa em termos técnicos e humanos para um pequeno país como Portugal no início do século XVI. Ao estabelecer uma ligação anual entre Lisboa e os portos do Oriente (Goa, Cochim e por vezes Malaca) a Carreira da Índia tornou-se num elo fundamental na respiração e transpiração quer de Portugal, quer do seu Império Asiático. 
  
   A nau é o navio por excelência da Carreira, sendo também utilizados galeões e fragatas (estas apenas nos finais do século XVII e no século XVIII), bem como, e mais esporadicamente, outros tipos como a urca, a caravela redonda ou a naveta. O tamanho ou capacidade das naus foi uma das características que mais alterações sofreu desde a viagem de Vasco da Gama, com 100t de média até às 200t a 300t com Pedro Álvares Cabral e às 1000t (1518). É comummente aceite que a média deve ter ficado nas 400t a 600t no século XVI e 800t a 1000t no século seguinte, embora os exemplos de gigantismo sejam fáceis de multiplicar. 
   
  As tripulações destes navios podiam ir até cerca de 200 homens, embora o número mais comum seja à volta dos 120 a 150. A este contingente juntavam-se os soldados ou os simples passageiros o que podia fazer chegar o total de pessoas a bordo até aos 1000, embora também aqui a média devesse rondar os 500. No topo dessa hierarquia estava o capitão que desempenhava funções essencialmente judiciais, militares e administrativas enquanto comandante supremo do navio. Quem verdadeiramente governava e conduzia o navio era o piloto. Este era o posto de maior responsabilidade a bordo, cabendo-lhe traçar a rota com a ajuda dos regimentos, das cartas náuticas e da observação astronômica e escrever o diário de bordo. O elemento que se seguia nesta estrutura era o mestre. Cuidava da manobra dentro do navio orientando e comandando tanto marinheiros como grumetes.

   Os postos seguintes eram ocupados por uma série de homens do mar que se dividiam por atividades e funções bem distintas desde o guardião, a carpinteiros, calafates ou tanoeiros. Com funções não ligadas especificamente ao mar seguiam o meirinho ou alcaide, o capelão, o escrivão e um ou vários despenseiros, e por vezes o boticário e o cirurgião/médico substituído amiúde por um barbeiro que prestava os primeiros socorros. Depois dos oficiais vinham os últimos três tipos de homens do mar: os marinheiros, os grumetes que executavam os trabalhos mais duros e os pajens, geralmente crianças que tinham por função servir de mensageiros dentro do navio e transmitir as ordens dadas pelos capitães e oficiais. À parte desta estrutura havia uma outra, a dos homens encarregues da artilharia, e que era comandada pelo condestável tendo sob as suas ordens os bombardeiros. 

   Depois destes, que constituíam a tripulação, havia muitas outras pessoas que podiam embarcar. O contingente mais importante era o dos soldados. Com eles seguiam os fidalgos e nobres que iam assumir cargos administrativos ou militares. Havia ainda diversos religiosos, as mulheres, homens de negócios ou simples aventureiros que tentavam no Oriente a sorte que teimava em escapar-lhes em Portugal. Até escravos podiam embarcar logo em Lisboa. 


Como o próprio Murteira relatou foi na metade do século XVII que as navegações começaram a parar regularmente  em Salvador. Fazendo com que a Cidade crescesse comercialmente, e com a chegada de tantos navios e estrangeiro se tornasse cosmopolita.

Em 1945 aproximadamente alguns aspectos foram destacados: Implantação dos primeiros transportes coletivos, da ferrovia, modernização e ampliação do porto, implantação de uma série de avenidas com os estudos de planejamento urbano, implantação de parques industriais nos municípios periféricos de salvador, eixo viário monumental e construção do centro administrativo.